Papel de parede Hora do Planeta

No sábado, dia 28 de março de 2009, às 20h30, pessoas, empresas, comunidades e governo são convidados a apagar suas luzes pelo período de uma hora para mostrar seu apoio ao combate ao aquecimento global.

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Comentários acerca do Processo Virtual

A sociedade e principalmente o Judiciário têm passado por um número muito grande de mudanças desde o seu surgimento. Mudanças estas que vão desde alterações na legislação até a forma de lidar com o processo em si.

Posso citar como exemplos destas diversidades, as alterações na forma de escrita, nos protocolos e na informatização de sistemas para consultas nos Tribunais.

O sistema digital é um mecanismo através do qual os serventuários da justiça e principalmente advogados podem, por meio da internet, consultar, protocolar e receber intimações nos processos que já contam com esta tecnologia, o que quer dizer que a era do papel está próxima do fim. Entretanto essa mudança está sendo gradual, ou seja, ainda não é possível dizer quando será o último dia da utilização do papel, uma vez que para tranformação em processo virtual é necessário um investimento muito grande, o qual não pode ser feito da noite para o dia.

Em algumas Varas e Juizados, o acesso a todo processo digitalizado já é uma realidade. Para isto, basta o advogado se cadastrar para ter acesso ao sistema, que a partir daí, este poderá consultar o processo em qual atua na tranquilidade de seu escritório, com a comodidade de não se preocupar em dirigir-se até onde o processo está tramitando para saber em qual fase se encontra, evitando custos, que hoje são elevados.

Vantagens do sistema:

Como dito alhures, a desnecessidade de locomoção até a Vara onde seu processo está se desenvolvendo evitando a perda de tempo em filas nas escrivanias;

Os Tribunais reduzem o custo com empregados para atendimento em balcão, evita transtornos morais como mau atendimento, aborrecimentos e agressões verbais oriundos de estresse e cansaço físico;

Por ser caótico o trânsito próximo a Fóruns, Tribunais e Juizados as partes e advogados evitam a procura exaustiva por estacionamentos;

Os advogados se deslocam até os Juizados/Varas que já tem implantado o sistema digital tão somente para a realização de audiências;

Para verificar todos os documentos que se são necessários (ao invés do advogado ter que se dirigir até o local, esperar na fila, fazer carga ou gastar dinheiro com fotocópias), basta acessar o Processo Digital, evitando impressões, diminuindo o custo processual.

O acesso ao sistema é totalmente flexível, pois poderá se dar em qualquer hora do dia ou da noite, não sendo, portanto, encerrado às 18 horas;

E o principal, evita o sumiço de folhas ou documentos dos processos, gerando maior segurança para os usuários.

No Estado do Rio Grande do Sul são várias localidades que possuem o Sistema Digital, como por exemplo, o Juizado Especial Federal de Bento Gonçalves.

Em notícia recente do Superior Tribunal de Justiça, foi informado que até 31/07/2009 todos os processos administrativos e judiciais que tramitam em papel em tal entidade serão substituídos por arquivos digitalizados, adequando a nova realidade, agilizando assim, o trâmite das ações com segurança e qualidade, otimizando os recursos financeiros e de pessoal, facilitando, ainda, o acesso das partes no processo.

Dessa forma, diante da realidade fático-jurídica que vivemos, podemos afirmar que o mecanismo do Processo Digital, aos poucos, alcançará todas as instâncias e terá o objetivo de satisfazer uma necessidade que há muito se esperava, pois não há mais como conviver com escrivanias lotadas, mau atendimento, perda de tempo, custos elevados com transporte e fotocópias, abraçando desta forma, interesses tanto dos funcionários públicos que prestam seus serviços em Fóruns ou Juizados como principalmente de Advogados.

Sou extremamente favorável à implantação do Processo Virtual, seja na primeira instância ou até mesmo na última. As vantangens são indiscutíveis e as desvantagens, quando existentes, são plenamente aniquiladas pelos benefícios que o Processo Digital oferece.

Tenho esse pensamento há bastante tempo, quando a maioria das pessoas achava que eu era louco por pensar que um dia o processo seria de modo eletrônico. Desde aquela época mantive meu pensamento pois sempre tive plena convicção de que ele era perfeitamente viável, como é atualmente e será no futuro.

Consegui umas informações exlusivas sobre este carnaval.

Pra começar, vai a Malu Mader e o pai dela, o Malu Fader. As filas para compras de ingresso vão estar grandes… eu não vou furar, O Juca Kfouri. Aqui em casa todo mundo vai ver. Aí no dia seguinte vão perguntar, você viu o Carnaval ? Até o Clodovil! Cara, eu morri de rir… você morre de rir pelo menos uma vez, mas a Alanis Morrissette. Eu já vi umas coisas divertidas assim na Broadway. Você já morou nos Eua? A Marylin Monroe. Mas aqui é melhor, tem o carnaval… você faria duas vezes para ver o mesmo evento? O Marcelo Faria. Eu acho que podemos chegar mais tarde, mas devido ao trânsito o Edir acha que devemos chegar Macedo. Depois da festa tomamos uma cerveja, mas ninguém queria ser o amigo da vez, a Cassia Kiss. Aí foi ótimo, tomamos cerveja e comemos um bolo em formato de lagosta. Eu achei a massa do bolo legal, a Grazi achou a Massafera. Era laranja e grudou nos meus dentes. Eu tenho essa agonia, preciso sempre escovar os dentes… pelo menos 3 vezes por dia, o Joãozinho Trinta! Depois a conversa foi sobre a Europa. Nunca estive lá, mas a Adriana Esteves. Gostaria de ir aos museus. Eu pinto paredes e o Jânio Quadros. Somos sócios. O ateliê é logo ali. Eu estou perto, mas o Silvester Stalonge. Agora na era digital o negócio é fazer arte no computador. Fui ensinar o meu sócio a mexer no Photoshop e o Pateta usa o teclado, mas o Mickey Mouse. Conseguimos nos dar bem. Pegamos uma trabalho legal e ganhamos um bom dinheiro. Fomos fumar um Narguilê para comemorar… eu Fumo, mas o Celso Pitta. Aí resolvemos tomar uns chás árabes… eu particularmente gosto do meu chá gelado, o Clark Kent. Mas de boa, cada um com seu gosto. Eu corto o cabelo o José Serra e dái? Eu prefiro Kiwi mas a Mulher Melão. Gosto, cada um tem o seu. Eu não tomo refrigerante, e a Cláudia Leitte. E assim vai a vida. Tem gente que beija homem, tem quem beije mulher, tem Neguinho que Beija-flor! O importante e se divertir nesse carnaval. Curta bastante e se alimente legal. Coma salada, por exemplo. Coisa que eu gosto. Eu como folhas, mas o Tony Ramos… aí eu já não sei.

Voce riu dessas piadas? Nao? Pois, o Damon Hill. . .
Hoje só amanhã!

Montepios

Montepios são instituições em que, mediante o pagamento de cotas, cada membro adquire o direito de, por morte, deixar pensão pagável a alguém de sua escolha. São essas as manifestações mais antigas de previdência social.

O montepio tem como finalidade assegurar o pagamento de pensões de sobrevivência aos herdeiros hábeis dos seus contribuintes.
Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar “superado”.

Pensamento do dia

Não há nada inútil aos que têm sensatez.

Hora do Planeta

Esculhambação

Vamos esculhambar um pouco!
Faltam poucos dias para a Grande Esculhambação Nacional. É o Carnaval! De hoje em diante É PROIBIDO PENSAR! A não ser que você pretenda passar o Carnaval jogando xadrez.
Os blocos estão na rua. E com a reforma ortográfica. Hoje sai o bloco Trema na Linguiça! E o acento de salário? Salário continua a mesma coisa.
Recebi e-mail de um amigo que mora no nordeste do país: "o carnaval tá quase acabando e você não veio". No nordeste você liga um liquidificador e sai todo mundo correndo atrás pensando que é trio elétrico.
Onde você vai passar o carnaval? Vou passar no retiro. Retiro e ponho! Retiro e ponho! Estou pensando em fazer a dieta da sopa no carnaval: deu sopa eu como.
Hoje só amanhã!

Silvio Cardoso

Consumidor sofre

O que vou relatar agora poderia virar enredo de escola de samba ou tema de filme, este, no caso, poderia ser enquadrado sob o gênero "drama".

À análise do caso:

12 de feverereiro de 2009, 11h 10min

Eu, consumidor como qualquer outro cidadão brasileiro, contribuinte, dirijo-me à um estabelecimento que explora atividade econômica e está sob a égide do regime jurídico de direito privado,com a intenção de adquirir um produto/serviço que é oferecido por tal estabelecimento.

Saliente-se que estou amparado pela Constituição da República Federativa do Brasil, que em seu artigo 5º, inciso IV assegura que "é livre a manifestação de pensamento, sendo vedado o anonimato".

Continuando...

Ao adentrar na loja perguntei a uma moça que estava sentada como eu deveria proceder a fim de adquirir o tal produto/serviço. Ela, então, disse para eu me dirigir até o caixa. Foi o que eu fiz.

Ao chegar no Caixa informei o atendente que estaria disposto a comprar determinado produto/serviço. O atendente entregou o produto/serviço solicitado e após isso informei-o de que pegaria minha carteira que estava em minha valise...

Aqui começa a controvérsia...

Peguei minha carteira e disse-lhe que pagaria com meu Cartão de Crédito - modalidade de pagamento que equivale à pagamento à vista, para quem não sabe.

O rapaz, então, disse que não poderia receber o pagamento com Cartão de Crédito, uma vez que ele teria de arcar com a taxa da administradora do Cartão.

Fiquei calmo e no mesmo instante notifiquei o atendente de que ele infringia uma norma ao recusar a venda a quem de pronto se pusesse a pagar. A atitude dele, pasmem, foi típica de um ignorante (não pretendo descrever, pois senão ninguém mais frequentará tal estabelecimento).

O art. 4º da LICC é bastante claro quando diz que ninguém podera se escusar alegando o desconhecimento da legislação.

Pois bem, feito isso, disse à ele me dirigira ao PROCON (Procon é um caso a parte, estou preparando um artigo específico sobre a INEFICIÊNCIA desse órgão) a fim de formular reclamação devido à conduta do atendendente. Novamente a reação dele foi algo que prefiro não descrever.

Cheguei ao PROCON (que mais se assemelha a PROFOR - Programa de defesa do FORNECECOR) e a moça que me atendeu reduziu a termo o meu relato e disse que o PROCON tomaria as devidas providências. Ela não sabia que dispositivo estava sendo infringindo. Pedi à ela o CDC e localizei o ARTIGO 39, INCISO IX,

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas:

IX - recusar a venda de bens ou a prestação de serviços, diretamente a quem se disponha a adquiri-los mediante pronto pagamento, ressalvados os casos de intermediação regulados em leis especiais;

a moça ficou surpresa. Ela, na intenção de defender o Fornecedor, ligou para a advogada do Procon, a qual disse desconher tal dispositivo legal.

Após este acontecimento (permaneci calmo, calmo até demais) sugeri à moça do Procon que lesse com atenção o que dizia a lei. Depois da leitura ela balançou a cabeça como se concordasse com o que eu falara.

Estou aguardando o resultado do feito...

Pensamento do dia

A moderação é sempre a tática preferível.
Alguns lançamentos tecnológicos que facilitam e alegram a vida. Porque todo mundo depois de uma jornada de 88 horas merece um pouco de conforto e lazer.

Mais uma jóia da tecnologia. Você não precisa mais tentar abrir o olho para cortar bem suas unhas, inclusive a do mindinho. Esse incrível aparelho tem grande potencial. O produto está sendo lançado em duas versõe: a oficial e a pirata. Em breve também com entradas USB e Firewall.






Mini Led Chaveiro. (nem vou comentar a crítica embutida ao comportamento consumista). Não é um amor esse leitãozinho? hahaha



Vinho Verde



A palavra não diz respeito à cor do vinho e sim ao fato de ser um vinho jovem , fresco e que deve ser consumido logo depois de feito.
É verde em oposição a maduro. Leve, pouco alcoólico, ácido, digestivo, bebido bem frio com sua aguda característica, é vinho muito requisitado. Os melhores vinhos Verdes originam-se de quatro uvas: Alvarinho, Trajadura, Loureiro e Pedernã.
No verão é requisitado como bebida refrescante e, em todas as estações do ano, à mesa, com saladas e verduras ou com sardinhas grelhadas, se for branco, ou com bacalhau à portuguesa quando tinto.
Típico e exclusivo de região demarcada no noroeste de Portugal, o vinho verde teve uma longa história que acompanha de perto a própria história da nação portuguesa.
Sugiro o Messias Santola Branco, vinho Português de excelente qualidade.
(Branco, Vinhos Verdes-Portugal, R$ 18,00, 750ml, 2007, Loureiro e Pedernã, 9.0%, Frutado, fresco e delicado, tem na acidez seu melhor atributo, acompanha mariscos e peixe, cor palha claro aroma com predominância vegetal, boca com muita fruta madura, ótima acidez)

Sobre a Crise Mundial

Vou fazer um slideshow para você.
Está preparado?
É comum, você já viu essas imagens antes.
Quem sabe até já se acostumou com elas.
Começa com aquelas crianças famintas da África.
Aquelas com os ossos visíveis por baixo da pele.
Aquelas com moscas nos olhos.
Os slides se sucedem.
Êxodos de populações inteiras.
Gente faminta.
Gente pobre.
Gente sem futuro.
Durante décadas, vimos essas imagens.
No Discovery Channel, na National Geographic, nos concursos de foto.
Algumas viraram até objetos de arte, em livros de fotógrafos renomados.
São imagens de miséria que comovem.
São imagens que criam plataformas de governo.
Criam ONGs.
Criam entidades.
Criam movimentos sociais.
A miséria pelo mundo, seja em Uganda ou no Ceará, na Índia ou em Bogotá sensibiliza.
Ano após ano, discutiu-se o que fazer.
Anos de pressão para sensibilizar uma infinidade de líderes que se sucederam nas nações mais poderosas do planeta.
Dizem que 40 bilhões de dólares seriam necessários para resolver o problema da fome no mundo.
Resolver, capisce?
Extinguir.
Não haveria mais nenhum menininho terrivelmente magro e sem futuro, em nenhum canto do planeta.
Não sei como calcularam este número.
Mas digamos que esteja subestimado.
Digamos que seja o dobro.
Ou o triplo.
Com 120 bilhões o mundo seria um lugar mais justo.
Não houve passeata, discurso político ou filosófico ou foto que sensibilizasse.
Não houve documentário,ONG, lobby ou pressão que resolvesse.
Mas em uma semana, os mesmos líderes, as mesmas potências, tiraram da cartola 3 trilhões de dólares (700 bi nos EUA + 1.5 tri na Europa) para salvar da fome quem já estava de barriga cheia. Bancos e investidores.

É uma pena que esse texto só esteja em blogs e não na mídia de massa, essa mesma que sabe muito bem dar tapa e afagar.

Se quiser, repasse, se não, o que importa?
O nosso almoço tá garantido mesmo...

Decisão interlocutória

"Petição inicial com graves defeitos. Valor da causa equivocado, devendo ser corrigido. Corrija-se também o pólo passivo da ação. O autor pede a redução de alimentos representando os filhos, sendo que estes é que seriam, em verdade, os acionados, devidamente representados por sua genitora. O autor pede, ainda, a condenação de si próprio, como se verifica na inicial".

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De uma decisão proferida em ação revisional de alimentos, em Manaus-AM.

sobre o julgamento do Supremo Tribunal Federal nesta quinta-feira

Acabou há pouco um importante julgamento no STF. Por 7a 4, os ilustres Ministros entenderam que não é mais possível a chamada execução provisória no processo criminal, ou seja, na prática, para que alguém seja preso pelo crime que cometeu, por mais grave que seja, tem que ocorrer o trânsito em julgado da sentença condenatória, vale dizer, o processo tem que percorrer todas as instâncias até o STF, em caso de recurso.

Já imaginou o que vai dar? Sinceramente, dá medo do que vem acontecendo. Será a chancela absoluta da impunidade. O STF, hoje, desfez uma jurisprudência de mais de 20 anos que sempre admitiu a execução da sentença que tenha sido confirmada pelo Tribunal. Agora, basta que qualquer advogado, ou mesmo um simples estagiário, interponha recurso para o STJ ou STF para adiar a execução da pena e, consequentemente, da prisão. É um dos maiores absurdos que já vi.

BANCO COBRA JUROS DE MAIS DE 1000%

ASSUSTE-SE: JUROS ATINGEM 1418%

Levantamento feito pelo BC e disponível para a consulta dos consumidores mostra uma série de abusos dos bancos na cobrança de encargos financeiros. Diferença entre as taxas chega a 25 vezes!

Os brasileiros que precisarem de crédito para honrar uma despesa inesperada com saúde ou se aventurarem a comprar um produto a prazo correm o risco de se meterem em uma grande enrascada se não fizerem um amplo levantamento das taxas de juros. Pesquisa divulgada ontem pelo BC mostra que, no crédito pessoal, a diferença entre as taxas mínimas e máximas chega a 24,9 vezes. Ou seja, tanto se pode pagar juros de 1,02% ao mês, cobrados pelo banco francês Societé Générale, como arcar com taxas absurdas de 25,44% mensais exigidas pelo Banco Crefisa.

Só para se ter uma idéia mais clara dessa diferença, quando anualizada, a taxa do banco francês fica em 12,95% e a do Crefisa, em 1.418%. Supondo que uma pessoa tenha recorrido ao Societé Générale em busca de um empréstimo de R$ 2 mil, assumiria 12 prestações de $ 177,92, desembolsando, ao fim do contrato, R$ 2.135. Caso a mesma pessoa recorresse ao Crefisa, teria de arcar com mensalidades de R$ 544,68, resultando em um total de R$ 6.536,22. "Taxa de 25% ao mês é um abuso, nem mesmo os agiotas cobram isso", disse um técnico do BC.

Mas o Banco Carrefour não fica atrás. A taxa cobrada por empréstimos concedidos pela instituição dentro da rede de supermercados do grupo chega a 25,14% ao mês ou 1.375% ao ano. Por meio de sua assessoria de imprensa, o Carrefour se limitou a dizer que "suas taxas seguem a média cobrada no mercado de varejo". O Correio tentou contato com o Banco Crefisa, mas não teve retorno. O Societé Générale disse que a taxa de 1,02% só vale para empréstimos pessoais concedidos a seus funcionários.

O levantamento do BC, com taxas vigentes até 23 de janeiro, mostra abusos por todos os lados. O trabalhador que quiser se dar o luxo de comprar em 12 vezes uma televisão de 32 polegadas com tela plana que, à vista, sairia por R$ 1.499, terá de bancar prestações mensais de R$ 232,54 (totalizando R$ 2.790,48) caso a financeira escolhida seja a Itaucred. Os juros cobrados pela instituição chegam a 11,15% ao mês ou 255,56% anuais. Nesse segmento, conhecido como crédito direto ao consumidor (CDC), as menores taxas são praticadas por bancos desconhecidos da maioria ou com foco específico, como são os casos do Volkswagen, com taxa de 0,66% ao mês, e o Ouroinvest, com 1,01%.

Concorrência

Outro dado relevante constatado na pesquisa do BC: ao contrário do que se pensava, os juros mais elevados não estão no cheque especial, apesar de não se poder dizer que os 10,13% mensais cobrados pelo Banco Schahin ou os 10,02% ao mês do Banco HSBC sejam acessíveis — muito pelo contrário. E mais: ainda que não se considerem os mais recentes cortes de juros feitos pelos bancos públicos, por determinação do presidente Lula, o BB e a Caixa cobram taxas menores que a média do mercado. No crédito pessoal, por exemplo, os juros da Caixa são de 2,60% ao mês, quase a metade dos 5,27% do Bradesco. No cheque especial, os 8,04% mensais do BB estão distantes dos 9,90% do Santander e dos 9,32% do Citibank.

Segundo o diretor de Administração do BC, a decisão de publicar no site www.bcb.gov.br a relação das principais taxas de juros cobradas visa ampliar a concorrência, estimular a redução dos juros e facilitar o acesso às informações. Os dados, agora em destaque, já estavam disponíveis no site, só que eram difíceis de serem encontrados pelo público. Agora, bastam três cliques para se chegar às informações desejadas. Para cada tipo de operação de crédito listada é fornecida a taxa média praticada no mês. Os dados serão atualizados semanalmente.


Interesse

Ontem, primeiro dia do novo modelo, foram mais de 8 mil acessos às informações. Para as pessoas físicas, por exemplo, o BC colocou em destaque as quatro operações mais demandadas: cheque especial, crédito pessoal, crédito para a aquisição de veículos e crédito para a aquisição de bens (CDC). Para as empresas, foram escolhidas as operações de desconto de duplicatas, capital de giro prefixado, conta garantida (espécie de cheque especial), aquisição de bens e capital de giro.

Ao procurar as informações, as pessoas têm que ter em mente que as taxas englobam todos os custos da operação, incluindo o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que compõe o famoso Custo Efetivo da Operação (CET). Os dados consideram ainda o número de dias úteis do mês e também o volume de operações.

ALTAS E BAIXAS
Saiba quais são os bancos que cobram as maiores e as menores taxas de juros do mercado para os principais produtos procurados pelos clientes bancários ( em % por mês)

CHEQUE ESPECIAL

# Menores
Cruzeiro do Sul — 1,97%
Votorantim — 2,01%
Fator — 2,31%

# Maiores
Schahin — 10,13%
HSBC — 10,02%
Santander — 9,90%

CRÉDITO PESSOAL

# Menores
Societé Générale* — 1,02%
Barigui — 1,69%
Sul Financeira — 1,70%

# Maiores
Crefisa — 25,44%.
Carrefour — 25,14%.
Cetelem Brasil — 20,38%.

COMPRA DE VEÍCULOS

# Menores
Gmac — 1,49%
Renaut do Brasil — 1,66%
Fidis Inv — 1,82%

# Maiores
Barigui — 5,27%
Cifra — 4,87%
Sul Financeira — 4,50%

COMPRA DE BENS

# Menores
Volkswagen — 0,66%
Ourinvest — 1,01%
Banco Desenvolvimento do Espírito Santo — 1,13%

# Maiores
IBI — 10,18%
Azteca do Brasil — 8,83%
Paraná Banco — 8,25%

Com informações do BC e redação de Silvio Cardoso

Novidade nas regras de consórcios

Entrou em vigor no dia 6 de fevereiro a Lei 11795/008 que regulamenta os consórcios. Já havia mencionado dados ainda em outubro de 2008 em: http://silviosc.blogspot.com/2008/10/lei-1179508-nova-lei-regula-os.html

A partir de agora, poderão ser criados grupos destinados à aquisição de serviços como cirurgias plásticas e viagens ao exterior. Novas regras permitem, ainda, o uso de carta de crédito para quitar débitos com bancos
.

A nova legislação atende muitas das antigas reivindicações dos consorciados. Um exemplo é a permissão formal para a criação de grupos de serviços, que não existia anteriormente. Nos anos 1990 existiam consórcios para a compra de passagens aéreas internacionais mas, devido à insegurança jurídica, optou-se por não permitir esse serviço. Agora, legalmente, são permitidos grupos para a aquisição de serviços em geral, a exemplo de pacotes turísticos, serviços médicos, próteses dentárias, cirurgias plásticas, serviços de informática e cursos de pós-graduação no exterior.

Para os novos grupos, as administradoras deverão exigir garantias reais para assegurar o pagamento de todas as cotas quando o consorciado for contemplado. Outra reivindicação atendida é a que permite a devolução das cotas já pagas antes do fim do consórcio, a quem for excluído. Até então, o dinheiro era devolvido por determinação judicial.

Dívida
Outra novidade é a possibilidade de o consorciado usar a carta de crédito para quitar dívida com bancos. Nesse caso há duas exigências: o financiamento tem que ser da mesma natureza do consórcio, o que significa que se a carta de crédito é para a aquisição de um imóvel ela só pode ser usada para quitar débito imobiliário, desde que o valor seja suficiente para pagar toda a dívida. Com as novas regras, o chefe do Departamento de Normas do BC acredita que o consórcio ficará mais competitivo. Atualmente, existem no país 314 administradoras autorizadas a funcionar, das quais 236 atuantes no mercado. São 19.185 grupos, sendo 1.905 de imóveis, 9.803 de motos e 7.487 de outros bens duráveis, como veículos e máquinas agrícolas. No total, há 3,63 milhões de participantes ativos.

As administradoras têm até o dia 31 de dezembro de 2009 para se enquadrarem nos novos padrões mínimos de capital e patrimônio determinados pelo Banco Central, de R$ 1 milhão para o segmento de imóveis e R$ 400 mil para bens móveis e serviços.

O QUE MUDA

- O consorciado excluído (que desistiu de permanecer no grupo por opção própria ou foi retirado por inadimplência) não precisará mais aguardar o fim do consórcio para receber de volta o que pagou pelas cotas. A nova lei permite a devolução por contemplação, que pode acontecer por lance ou sorteio. ATENÇÃO: EXIJA O CUMPRIMENTO DO ART. 30 DA LEI 11.795/2008 MESMO PARA CONTRATOS ASSINADOS ANTERIORMENTE À PUBLICAÇÃO DA REFERIDA LEI. SENDO NECESSÁRIO, INGRESSE NA JUSTIÇA (JUIZADO ESPECIAL É GRÁTIS E NÃO NECESSITA DE ADVOGADO)

- Grupos de consórcios poderão ser constituídos para a aquisição de serviços médicos, odontológicos, educacionais, inclusive pós-graduação no exterior, além de passagens aéreas e pacotes turísticos. A legislação antiga só permitia a constituição de grupos para a aquisição de bens móveis ou imóveis.

- O consorciado poderá usar a carta de crédito do consórcio para quitar um financiamento bancário, desde que seja da mesma natureza — por exemplo, se ele está num consórcio para a aquisição de veículos, a carta de crédito pode ser usada para quitar um financiamento de veículos que ele tenha numa instituição financeira qualquer. Atenção: a operação só pode ser feita para a quitação integral da dívida.

- O Banco Central elevou a exigência de capital mínimo para as administradoras de consórcios. Para quem atua no segmento de bens móveis, o capital mínimo passa de R$ 180 mil para R$ 400 mil. Para as administradoras do segmento de bens imóveis, o capital mínimo sobe de R$ 470 mil para R$ 1 milhão. Quem já está no mercado tem até 31 de dezembro deste ano para se ajustar.

Antes de adquirir uma cota de consórcio verifique:
- Se a administradora do grupo é autorizada a funcionar pelo Banco Central
- Se o grupo está regular
- Se o contrato de adesão que vai assinar está de acordo com as normas e não contem cláusulas abusivas
- Todas essas informações estão disponíveis na página do Banco Central na internet (www.bcb.gov.br). No site, clique em serviços ao cidadão e em consórcios.

Com informações do BC e redação de Silvio Cardoso

Decisão histórica e importante ou decisão política com ônus?

Os debates durante a votação de habeas corpus em que um réu condenado pediu ao Supremo Tribunal Federal -e obteve, por sete votos a quatro- a garantia de recorrer em liberdade deixaram evidente as visões diametralmente opostas sobre o tema. Trata-se de decisão que deverá ter ampla repercussão e dividirá opiniões entre os que temem o aprofundamento da impunidade e os que colocam em primeiro plano o direito de defesa e a presunção da inocência. Curiosamente, nenhum dos ministros do STF na atual composição é especialista em Direito Penal.

O processo provocou prolongados debates, prevalecendo a tese de que a prisão, antes da sentença condenatória transitada em julgado, contrariaria o artigo 5º, inciso LVII, da Constituição Federal (CF), segundo o qual "ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória".

Os dados decorrentes da atividade no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que são impressionantes. Apesar dessa inefetividade (da Justiça), o Brasil tem um índice bastante alto de presos. São 440 mil presos, dados de 2008, dos quais 189 mil são presos provisórios, muitos deles há mais de dois, mais de três anos, como se tem encontrado nesses mutirões do CNJ. E se nós formos olhar por estado, a situação é ainda mais grave. Nós vamos encontrar em alguns estados 80% dos presos nesse estágio provisório [prisão provisória].

Dos habeas corpus conhecidos no Tribunal, foram concedidos 355. Isto significa mais de um terço dos habeas corpus. Depois de termos passado, portanto, por todas as instâncias - saindo do juiz de primeiro grau, passando pelos TRFs ou pelos Tribunais de Justiça, passando pelo STJ - nós temos esse índice de concessão de habeas corpus. Entre REs e AIs [agravos de instrumento] tratando de tema criminal, há 1.749, dos quais 300 interpostos pelo MP.

De modo que eu tenho a impressão de que há meios e modos de lidar com este tema a partir da própria visão ampla da prisão preventiva para que, naqueles casos mais graves, e o próprio legislador aqui pode atuar, e eu acho que há propostas nesse sentido de redimensionar o sentido da prisão preventiva, inclusive para torná-la mais precisa, porque, obviamente, dá para ver que há um abuso da prisão preventiva. Em geral se encontram pessoas presas no Brasil porque furtaram uma escova de dentes, um chinelo.

Se formos aguardar o julgamento de Recursos Especiais (REsp) e Recursos Extraordinários (REs), o processo jamais chegará ao fim. No processo penal, o réu dispõe de recursos de impugnação que não existem no processo civil. Em nenhum país há a "generosidade de HCs" existente no Brasil.

O leque de opções de defesa que o ordenamento jurídico brasileiro oferece ao réu é imenso, inigualável. Não existe nenhum país no mundo que ofereça tamanha proteção.

A Convenção Americana de Direitos Humanos (Pacto de San José da Costa Rica, de que o Brasil é signatário) não assegura direito irrestrito de recorrer em liberdade, muito menos até a 4ª instância, como ocorre no Brasil.

País nenhum possui tantas vias recursais quanto o Brasil. Estados Unidos, o Canadá e a França são exemplos de países que admitem o início imediato do cumprimento de sentença condenatória após o segundo grau.

Obama só ajuda banco que cortar supersalário

Obama diz que empresas beneficiárias do socorro financeiro governamental estão proibidas de pagar mais de US$ 500 mil por ano aos executivos. Medida não vale para quem já começou a receber ajuda

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, determinou a limitação da remuneração anual dos executivos das empresas que receberem ajuda financeira dos cofres públicos. Eles não poderão ganhar mais do que US$ 500 mil por ano. A medida é uma resposta às críticas de que o governo estaria usando dinheiro do contribuinte para pagar, indiretamente, salários milionários a pessoas que quebraram as companhias que dirigiam. Causou escândalo na oposição republicana a notícia de que bancos falidos distribuíram, no final do ano passado, US$ 18,4 bilhões em bônus a seus dirigentes. Naquele momento, o governo já tinha torrado mais de US$ 250 bilhões para salvar diversas instituições financeiras, como o Citigroup, o Bank of America e a seguradora AIG.

"O que escandaliza as pessoas é que dirigentes sejam premiados por seus fracassos, sobretudo quando esses prêmios são pagos pelos contribuintes", afirmou Obama. Segundo ele, o teto fixado agora representa "uma parte ínfima" dos salários pagos recentemente. "As pessoas que se beneficiam da ajuda dos contribuintes têm algumas responsabilidades, entre as quais a de não viver como um marajá." O presidente assegurou que todas as instituições financeiras que receberem ajuda do governo também se submeterão a regras mais rígidas sobre os prêmios concedidos aos executivos no momento de sua saída. Elas serão obrigadas a manter uma contabilidade mais transparente, com a especificação de despesas como passagens aéreas, festas e reformas.

O dinheiro repassado aos bancos até agora vinha do plano de auxílio de US$ 700 bilhões aprovado no Congresso pelo presidente George W. Bush, em 2008. O secretário do Tesouro, Timothy Geithner, tem à disposição a segunda parcela desse programa, no valor de US$ 350 bilhões. A distribuição da ajuda estará vinculada aos salários dos CEOs (chief executive officer). No entanto, a regra não vale para empresas que já receberam parte do socorro. Entre estas, constam o Bank of America e o Citigroup.

Kenneth Lewis, CEO do Bank of America, recebeu US$ 20 milhões em 2007. Vikram Pandit, do Citigroup, foi promovido em dezembro de 2007 e arrecadou US$ 3,1 milhões em seu primeiro ano à frente da empresa. Alguns executivos poderão ter seu salário reduzido em até 99% caso se enquadrem na nova diretriz. No Brasil, altos executivos dos maiores bancos privados faturam cerca de US$ 2,6 milhões a cada ano. O teto de US$ 500 mil será mais radical para empresas que se enquadram na categoria de "assistência excepcional". Algumas organizações terão um limite mais flexível caso garantam total transparência nos pagamentos.

Novo plano
Obama afirmou ontem que o Tesouro vai anunciar na semana que vem um novo plano para recuperar o sistema financeiro e aumentar o volume de crédito. "Essa nova estratégia levará em conta os erros cometidos no passado e assentará as bases para o futuro", disse. Diversos analistas duvidam da eficácia do pacote de Bush, baseado principalmente na injeção de capital em troca de ações. Além do programa financeiro, Obama negocia a aprovação, no Senado, do programa de investimentos e corte de impostos para recuperar a economia, em recessão desde dezembro de 2007. A versão em análise é de US$ 900 bilhões, um volume superior aos US$ 819 bilhões do plano aprovado na Câmara.

Na terça-feira à noite, o presidente deu várias entrevistas a redes de TV sobre as suas primeiras duas semanas na Casa Branca. Ele admitiu ter cometido um erro na condução do caso de sonegação de impostos do seu indicado para o Departamento de Saúde, o ex-senador Tom Daschle, que deixou de pagar US$ 128 mil sobre os ganhos por trabalhos de consultoria. "Eu estraguei tudo. Cometi um erro e provavelmente não será o último que cometerei durante o mandato", disse à TV conservadora Fox News. Daschle e a indicada para ser a xerife das contas públicas, Nancy Killefer, renunciaram há dois dias. Killifer deixou de pagar US$ 900 de encargos trabalhistas de empregados domésticos.

Pensamento do dia

"O homem torna-se velho muito rápido e sábio demasiado tarde."

Crítica ao acesso pleno a inquérito

Súmula do STF vai aniquilar qualquer meio de prova.

Critico com veemência a Súmula Vinculante 14, que permite aos advogados de investigados acesso pleno e irrestrito aos autos de inquéritos, mesmo aqueles que correm sob sigilo. A súmula, proposta pela Ordem dos Advogados do Brasil, foi aprovada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) anteontem, por 9 votos a 2.

Vai aniquilar qualquer meio de prova, sobretudo contra o colarinho branco. O Ministério Público Federal deverá ingressar no STF com pedido de anulação da medida, uma vez que a corte revogou sem legitimidade artigo do Código de Processo Penal que veta a consulta a investigações protegidas pelo segredo. É tarefa de competência exclusiva do Congresso. Os ministros do STF não foram eleitos pelo povo, não podem substituir os legisladores. Houve um avanço nas atividades do Parlamento. O sigilo existe para proteger inclusive o investigado contra publicações que eventualmente ferem sua imagem. Entendo a preocupação da defesa e dos ministros do STF, mas não se pode perder o foco em prejuízo da busca da verdade que certamente pode estar comprometida com acessos prematuros. Acredito que o STF levou em consideração tal fato.

A súmula é ilegal e inconstitucional. A OAB encontrou o momento e o ambiente propícios, tem o Supremo e alguns parlamentares na mão, o que configura uma cena burlesca.

Em breve mais notícias acerca do tema que ainda dará muito pano para manga!

Hoje só amanhã!

Silvio Cardoso

Novo Código de Processo Penal

Há pouco, tive acesso ao anteprojeto do novo Código de Processo Penal (CPP), o qual deve aumentar a atuação do Ministério Público na proposição de ações criminais e tornar mais claras as atribuições dos juízes. É nesse sentido que caminham as principais propostas da comissão de juristas criada no ano passado, presidida pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça, para elaborar um anteprojeto de novo código, que deve ser encaminhado ainda no primeiro semestre ao Congresso Nacional. Antes disso a proposta deve seguir para consulta pública. Estão em debate alterações como a criação da figura de um juiz de garantia, responsável pelo exame de provas, a exigência de autorização do Ministério Público para o ajuizamento de ações envolvendo crimes à honra e a extinção da prisão especial para pessoas com nível superior de ensino.

A intenção da mudança é a de adequar a legislação penal aos princípios da Constituição Federal. Isso porque o atual código processual entrou em vigor em 1941 - em consonância, portanto, com determinações da Constituição de 1937, elaborada durante a fase autoritária do governo de Getúlio Vargas. A ideia, além de modernizar a lei, é a de possibilitar mais celeridade aos processos. Um exemplo, seria estabelecer um modelo de controle de prazos para a prisão preventiva, uma alteração que está em discussão. Atualmente não há um prazo definido por lei, mas uma jurisprudência estabelecida para limitar a prisão preventiva a 81 dias até a instrução judicial. Mas há uma crítica constante de que, na prática, esse seria um prazo fictício.

Caso as propostas da comissão sejam aprovadas no projeto do novo código, o trabalho do Ministério Público e dos juízes nos processos penais sofreria algumas modificações. Uma delas é a ampliação do conjunto de crimes cuja ação penal depende de representação da vítima, o que reduziria as situações em que o Ministério Público é obrigado a ajuizar uma ação independentemente do interesse da vítima - hoje isso acontece em crimes de furto, por exemplo. O escopo é a de que todos os crimes contra o patrimônio, exceto os que envolvam violência ou grave ameaça, dependam de representação da vítima. Isso fortaleceria os acordos extrajudiciais. Outra alteração é que os inquéritos elaborados pelos delegados sejam encaminhados ao Ministério Público, e não mais aos juízes - a comissão entende que não seria papel do juiz investigar. A criação de um juiz de garantia, com a incumbência de examinar as provas, é uma possível mudança no código. O juiz de garantia atuaria toda vez que a investigação atingir princípios fundamentais, como a quebra de sigilo, por exemplo. Ao participar das diligências da investigação, o juiz pode ficar comprometido com suas próprias decisões anteriores.

Outra inovação é a extinção da prisão especial para pessoas de nível superior de ensino, uma vez que não há conexão entre possuir um diploma e ter direito a um regime diferenciado. A intenção da comissão é a de que pessoas com cargos altos e policiais continuem a ter esse direito.

A intenção é boa, uma vez que a necessidade de atualizar o CPP é grande frente aos novos acontecimentos.

Silvio Cardoso

Nota de expediente

4ª Vara da Fazenda Pública do Foro Central da Comarca de Porto Alegre

Nota de Expediente Nº 3415/2008

001/1.08.0285916-3 - Edison Melo Lopes (pp. Miguel Arcanjo da Cruz Silva e Milton Antonio Zagonel) X IPERGS - Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul (pp. Marilhane Lopes Cortez Meirelles).

Churrasco de " Amigos " na casa da Morgana Dia : 06/12/2008 Horário : 12 Hs Local: End Zeferino Dias n 171, churrasqueira O que levar??? Bebidas !!! Cada um leva seu fardinho !!! E a Carne ??? R$ 10,00 por pessoa, criança não paga Quem vai ??? Favor confirmar presença por email e $$$ até dia 05/12, certo !!!??? Bem mais uma vez um encontro de amigos, para colocar a conversa em dia, e desopilar fora da " santa " !!! Dos calculos vista a parte autors.

Porto Alegre, 9 de dezembro de 2008.

Sumula Vinculante 14

STF edita a 14ª súmula vinculante e permite acesso de advogados a inquéritos sigilosos.

Os ministros do STF aprovaram no dia 2 de fevereiro a redação final da Súmula Viculante nº 14, aprovada em sessão extraordinária, por proposição do Conselho Federal da OAB.

A súmula estabelece o amplo acesso dos advogados e defensores públicos a inquéritos policiais contra seus clientes, mesmo que estes tramitem em sigilo. A sustentação oral, em nome da Ordem, foi feita pelo secretário-geral adjunto.

Súmula Vinculante nº 14: "é direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa".

Pensamento do dia

Hoje o dia será norteado pelo seguinte pensamento:

"Tudo vale a pena se alma não é pequena".

Fim de semana

Fim de semana foi excelente!
As consequências são: muita inspiração e diversas idéias!

Teremos boas publicações essa semana! Coisas bem interessantes...

Hoje só amanhã!
Silvio Cardoso

Pensamento do dia

"O alimento da alma é a verdade e a justiça."

Mensageiro eletrônico

As pessoas fazem cada coisa com seus Mensageiros Eletrônicos (o popular msn)...
Não estou falando desta vez dos emoticons insuportáveis que transformaram a leitura em um jogo de decodificação, mas as declarações de amor, saudades, empolgação traduzidas através do nick.
O espaço "nome" foi criado pela desenvolvedora do software para que você digite O NOME que lhe foi dado no batismo. Assim seus amigos aparecem de forma ordenada e você não tem que ficar clicando em cima dos mesmos pra descobrir que "Vendo Abadá do Chiclete e Ivete" é na verdade Tiago Antunes, ou "Ainda te amo Fulado de Tal" é o msn de Marcela Cordeiro. Mas a melhor parte da brincadeira é que normalmente o nick diz muito sobre o estado de espírito e perfil da pessoa.
Portanto, toda vez que você encontrar um nick desses por aí, pare para analisar que você já saberá tudo sobre a pessoa...
"A-M-I-G-A-S o fim de semana foi perfeito!!!!!" acabou de entrar. Essa com certeza, assim como as amigas piriguetes (perigosas), terminou o namoro e está encalhadona. Uma semana antes estava com o nick "O fim de semana promete". Quer mostrar pro ex e pros peguetes (perigosos) que tem vida própria, mas a única coisa que fez no fim de semana foi encher o rabo de Balalaika, Baikal e Caninha e beijar umas bocas repetidas. O pior é que você conhece o casal e está no meio desse "tiroteio", já que o ex dela é também conhecido seu, entra com o nick "Hoje tem mais balada!", tentando impressionar seus amigos e amigas e as novas presas de sua mira, de que sua vida está mais do que movimentada, além de tentar fazer raiva na ex.
"Polly em NY" acabou de entrar. Essa com certeza quer que todos saibam que ela está em uma viagem bacana. Tanto que em breve colocará uma foto da 5ª Avenida no saite de relacionamentos com a legenda "Eu em Nova York". Por que ninguém bota no foto de uma viagem feita a Prainha da amizade - Rio das Antas - RS? "Quando Deus te desenhou ele tava namorando" acabou de entrar. Essa pessoa provavelmente não tem nenhuma criatividade, gosto musical e interesse por cultura. Só ouve o que está na moda e mais tocada nas paradas de sucesso. Normalmente coloca trechos como "Diga que valeuuu" ou "O Asa Arreia" na época do carnaval.
"Por que a vida faz isso comigo?" acabou de entrar. Quando essa pessoa entrar bloqueie imediatamente. Está depressiva porque tomou um pé na bunda e irá te chamar pra ficar falando sobre o ex.
"Maria Paula ocupada prá c**" acabou de entrar. Se está ocupada prá c**, por que entrou cara-pálida? Sempre que vir uma pessoa dessas entrar, puxe papo só pra resenhar; ela não vai
resistir à janelinha azul piscando na telinha e vai mandar o trabalho pro espaço. Com certeza.
"Paulão, quero você acima de tudo" acabou de entrar. Se ama compre um apartamento e vá morar com ele. Uma dica: Mulher adora disputar com as amigas. Quanto mais você mostrar que o tal do Paulão é tudo de bom, maiores são as chances de você ter o olho furado pelas sua amigas piriguetes (perigosas).
"Marizinha no banho" acabou de entrar. Essa não consegue mais desgrudar do MSN. Até quando vai beber água troca seu nick para "Marizinha bebendo água". Ganhou do pai um laptop pra usar enquanto estiver no banheiro, mas nunca tem coragem de colocar o nick "Marizinha matriculando o moleque na natação".
" < . ººº< . ººº< / @ || e $ $ ! || |-| @ >ªªª . >ªªª >" acabou de entrar. Essa aí acha que seu nome é o Código da Vinci pronto a ser decodificado. Cuidado ao conversar: ela pode dizer '" vc eh mtu déixxx, q gosta di vc mtuXXX, ti mandá um bjuXX".
"Galinha que persegue pato morre afogada" acabou de entrar. Essa ai tomou um zig e está doida pra dar uma coça na piriguete que tá dando em cima do seu ex. Quando está de bem com a vida, costuma usar outros nicks-provérbios de Dalai Lama, e cia.
"VENDO ingressos para a Chopada, Camarote Vivo Festival de Verão, ABADÁ, Bonfim Light, bate-volta da vaquejada de Serrinha e LP" acabou de entrar. Essa pessoa está desesperada pra ganhar um dinheiro extra e acha que a janelinha de 200 x 115 pixels que sobe no meu computador é espaço publicitário.
"Me pegue pelos cabelos, sinta meu cheiro, me jogue pelo ar, me leve pro seu banheiro.." acabou de entrar. Sempre usa um provérbio, trecho de música ou nick sedutores. Adora usar trechos de funk ou pagode com duplo sentido. Está há 6 meses sem dar um tapa na macaca e está doida prá arrumar alguém pra fazer o servicinho.
"Danny Bananinha" acabou de entrar. Quer de qualquer jeito emplacar um apelido para si própria, mas todos insistem em lhe chamar de Melecão, sua alcunha de escola. Adora se comparar a celebridades gostosas, botar fotos tiradas por si mesma no espelho com os peitos saindo da blusa rosa. Quer ser famosa. Mas não chegará nem a figurante do Linha Direta.
Bom é isso, se quiser escrever alguma, mensagem, declaração ou qualquer coisa do tipo, tem o campo certo em opções "digite uma mensagem pessoal" para que seus contatos lhe vejam Fica bem embaixo do campo do nome! Vamos facilitar!!!

Pensamento do dia

"O que brilha com luz própria, nada pode apagar".

Mandado de Injunção e Direito Ambiental

O mandado de injunção é ação constitucional prevista no artigo 5º inciso LXXI, da CF/88, para a qual se exige a cumulação de dois requisitos, quais sejam: a omissão legislativa e o impedimento do exercício regular de uma garantia constitucional acerca da liberdade, ou prerrogativas inerentes a nacionalidade, soberania e cidadania.

A proteção ambiental tem como objetivo principal a concretização da proteção à vida em todas as suas formas, visando a garantir uma boa qualidade de vida às gerações presentes e futuras.

Penso que o meio adequado de tutelar o direito ambiental é a ação civil pública.

Avião especial

E a propósito, nossa estimável (em tom irônico) governadora adquirirá o tal luxuoso avião que tem custo de mais de 26 milhões de dólares?

Será que está de acordo com o porte do Brasil a aquisição de tal equipamento?

A aeronave é equipada com radar especial que detecta a estiagem e a agressão ao meio ambiente do Rio Grande do Sul?

O avião resolve, do ar, as dificuldades do acesso ao crédito fácil pelos médios e pequenos produtores rurais?

É possível que administre de lá de cima, coisa que não faz em terra firme?


Sendo afirmativas as respostas de todas as questões acima, sugiro a compra imediata do avião.

Hoje só amanhã!

Hora do Planeta



O WWF-Brasil lançou nesta quarta-feira, 28, no Rio de Janeiro, o movimento Hora do Planeta, marcando a entrada do país em uma ação mundial para mobilizar um bilhão de pessoas em mais de mil cidades, em todo o planeta, em torno da luta contra o aquecimento global. A Prefeitura do Rio de Janeiro, anunciou a adesão oficial da cidade ao evento.


A Hora do Planeta é um ato simbólico no qual governos, empresas e a população de todo o mundo são convidados a demonstrar sua preocupação com o aquecimento global e as mudanças climáticas, apagando as luzes de casa, de monumentos, prédios públicos entre outros, por sessenta minutos a partir de 20h30 do dia 28 de março. Este gesto simples tem o significado de chamar para uma reflexão sobre o tema ambiental.


Além do Rio de Janeiro, foram anunciadas as participações de Atenas, Buenos Aires, Edimburgo e Nova Iorque. Até o momento, mais de 170 cidades de 62 países já confirmaram sua adesão à Hora do Planeta. Mas estamos só começando! O WWF-Brasil espera, ainda, a adesão de outras cidades brasileiras.


E tudo começou na Austrália -- Realizada pela primeira vez em 2007, a Hora do Planeta contou com a participação de 2,2 milhões de moradores de Sidney, na Austrália. Já em 2008 o movimento contou com a participação de 50 milhões de pessoas, de 400 cidades em 35 países. Simultaneamente apagaram-se as luzes do Coliseu, em Roma, da ponte Golden Gate, em São Francisco e da Opera House, em Sidney, entre outros monumentos mundialmente conhecidos.

A Hora do Planeta é um gesto de engajamento social, no qual cada um deve fazer a sua parte para um futuro melhor.

(Informações de WWF e texto de Silvio Cardoso)

Regras mais rígidas para faculdades de Direito

O ano letivo de 2009 começa com regras mais rígidas para as faculdades de Direito em todo o País.

A partir de fevereiro, o Ministério da Educação deve consolidar um novo instumento de avaliação dos cursos com normas para a abertura e funcionamento que vão desde a exigência de um número mínimo de professores com doutorado no corpo docente, até regras para a infraestrutura das instituições, como número mínimo de salas de aula e quantida de volumes na biblioteca específica do curso.

As intituições serão obrigadas a ter 40% de seu corpo docente com nível de doutorado, incluindo o coordenador do curso, além de oferecer biblioteca com todos os livros da bibliografia de cada disciplina em número suficiente para atender aos alunos matriculados. O programa pedagógico do curso também será submetido ao crivo de uma comissão formada por técnicos do MEC e da OAB.

Trata-se de uma tentativa de reverter a crise de qualidade intalada no ensino jurídico superior no Brasil que, na última edição do ENADE teve 89 instituições avaliadas com notas 1 e 2, as mais baixas do exame. Por conta do mau desempenho, o MEC já cortou, no ano passado, 24.380 vagas, das 45.042 que eram oferecidas em cursos de direito.

Um dos efeitos pode ser sentido nas dificuldades enfrentadas pelos bacharéis em direito para passar na prova da OAB.

O despreparo dos bacharéis formados nas escolas de Direito é fruto de um ciclo vicioso que se instalou com a explosão do número de faculdades na década passada. A falta de qualidade no ensino e a leniência nos critérios nos critérios de aprovação dos alunos em instituições com menor avaliação criam um efeito perverso. Para evitar a perda de alunos reprovados em disciplinas por baixo rendimento, faculdades privadas estariam adotando padrões mais brandos de avaliação.

É, em bom portugues, a institucionalização do "pagou, passou". A instituição não pode conquistar seus clientes com facilidades e a promessa de não reprovar ninguém. Os alunos são graduados sem ter, de fato, conhecimento. É por isso que a prova da OAB tem fama de ser difícil. Mas são apenas 100 que só cobram o básico.

(Com informações do MEC e texto de Silvio Cardoso)

Novos sentidos de algumas frases

Em época de crise, o consumo em geral cai, mas para algumas frases é época de prosperidade.
Há que verificar, no entanto, o contexto em que serão aplicadas.

A melhor maneira de ser feliz é contribuir para a felicidade dos outros. Ajuda muito se a felicidade dos outros puder ser cobrada. Mesmo que os outros nem estejam tão felizes assim como você prometeu. A indústria do entretenimento é basicamente isso.

Ouvir ou ler sem refletir é uma ocupação inútil. Salvo se você for crítico de caderno de cultura de um grande jornal.

Onde quer que você vá, vá com todo o coração. Agora se você tem pressão alta, não leve tão a sério essas frases de efeito.

A natureza humana é boa, e a maldade é essencialmente antinatural. Mas atente-se para o fato de que a corrupção é antinatural, mas orgânica.

A arte de liderar: seguir à frente da multidão e ensiná-la a trabalhar. Pagando um salário abaixo do valor de mercado e chamando isso, polidamente, de programa de trainee.

Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha. Mas se você querer uma cordilheira, é só construir uma mineradora, abrir o capital e pegar um punhado de cada um de uma montanha de gente.

Ponto de vista

o ponto de vista jurídico-sociológico da questão que está por trás da crise: “o crédito bancário e seus juros”.

Recentemente o Presidente Luis Inácio Lula da Silva pede ao Presidente do Banco Central do Brasil a queda do juros. Todavia, o Presidente da República foi alertado que o problema não está só na taxa de juros, mas no SPREAD cobrado pelos bancos privados.

Infelizmente, o cidadão brasileiro não sabe, mas o SPREAD brasileiro é o mais alto do mundo, é o mais alto, não devido à inadimplência, mas pela voracidade dos banqueiros tupiniquins. Aliás, a inadimplência é alta, devido ao SPREAD que é exorbitante.

Para quem não sabe, SPREAD é a diferença da taxa de captação para a taxa de financiamento. Em tese, se a instituição financeira capta recursos com taxa de 1% (um por cento) por força de lei, só poderia emprestar a uma taxa de 1,20%¨(um ponto vinte percentual).

Como cheguei a essa conclusão?

Simples: Lei 4595/64 (conhecida como Lei da Reforma Bancária); Decreto-Lei 22.626/33 (Lei da Usura) e Lei 1521/51 (Lei dos Crimes contra Economia Popular).

Na Lei 4595/64, no seu parágrafo 4º, inciso IX, está prescrito que compete ao Conselho Monetário Nacional limitar a taxa de juros. Aqui cabe uma ressalva: não confundam a Taxa Selic com a taxa de juros do mercado. A Taxa Selic é usada pelo Sistema Financeiro Nacional por puro casuísmo. Para ficar claro o que estou afirmando exemplifico: O Governo Federal para financiar a dívida pública precisa de dinheiro, quem empresta são os bancos nacionais, estrangeiros e especuladores de todo mundo. Então, com a taxa Selic o Governo Federal informa toda essa gente que remunera pela Taxa Selic quem lhe emprestar dinheiro. E parece que o Senhor Presidente do BC quando afirma ao Chefe do Governo Federal que o problema não é a taxa de juros, mas o SPREAD, utiliza essa linha de raciocínio.

Já na Lei da Usura – Dec. 22626/33 define como ilegal a cobrança de juros acima de 12% ano ou a cobrança exorbitante que ponha em perigo o patrimônio pessoal, a estabilidade econômica e sobrevivência pessoal do tomador de empréstimo. Nestes casos o emprestador é denominado agiota, bem como, a cobrança de juros sobre juros, mas conhecida como anatocismo ou capitalização de juros. Os bancos agem semelhante aos agiotas, porém contam com amparo legal para "furtar" os cidadâos.

E a Lei 1521/51 tipifica, no seu parágrafo 4º, letra “b”, como crime de usura a cobrança de juros que ultrapasse em 20% o SPREAD. Em outras palavras, esta Lei limita o SPREAD bancário em 20% (vinte porcento).

Então?

A crise mundial começou nos Estados Unidos porque nas Bolsa de Valores de todo mundo, são negociados papéis que nem sempre estão com lastro na riqueza, ou seja, dão um valor e especuladores e investidores assumem o risco e compra o papel. Foi o que aconteceu com a bolha imobiliária norte-americana, onde os papeis estavão muito além do seu real valor, gerando a quebradeira, quando investidores resolveram resgatar seus títulos, diante da inadimplência no setor.

Aí vem uma questão interessante, se os investidores desconfiaram dos balanços das empresas, gerando toda tensão de desconfiança e tirando seu dinheiro das bolsas de valores de todo mundo, para onde foi o dinheiro? Para os bancos, por meio de aplicações mais conservadoras.

O Governo brasileiro, no início falou que a crise não chegaria ao Brasil. Aqui há duas vertentes: a) o Presidente Lula sabia que o mercado de bolsa de valores não deveria atingir os bancos brasileiros, apostando no patriotismo dos banqueiros nacionais; b) o Governo não sabia o que estava falando.

Fico com o alternativa “a”, todavia, com uma ressalva: mais uma vez os banqueiros não foram patriotas.

Mas a crise chegou e abalou!

Se o Banco Central do Brasil exigisse dos bancos privados o cumprimento da lei, muito provavelmente, não estaríamos aqui discutindo esse assunto. Todavia, o BACEN cumpriu com sua parte, desonerando os bancos, quando reduziu o percentual do empréstimo compulsório. Segundo dados do BACEN há no mercado R$ 103.286.314.538,51 (cento e três bilhões, duzentos e oitenta e seis milhões, trezentos e quatorze mil, quinhentos e trinta e oito reais e cinqüenta e um centavos) circulando.

Pior é um Poder Judiciário que não aplica a lei como se deve. Não é de hoje que advogados e juristas afirmam que existe um sistema judicial para os banqueiros e parte da elite brasileira e outro sistema judicial para o resto da população. Parece que o Poder Judiciário tem medo de quebrar o sistema nacional financeiro e usa essa “desculpa” para não aplicar as leis acima mencionadas. Todavia, não há o mesmo receio em sangrar o empresário que é essencial a cadeia produtiva, que gera emprego, que paga altos impostos para manter um funcionário na CLT.

Quando você faz uma aplicação numa instituição financeira, nos dias de hoje, sua remuneração em CDB, considerada uma aplicação que paga pouco mais que a poupança, é de 1% ao mês.O banqueiro pega esse dinheiro e empresta a juros que todo mundo já sabe. Mas a questão não é só a taxa de juros, mas o anatocismo ou a cobrança de juros sobre juros. Nessa brincadeira, a taxa de juros pactuada num finaciamento em 2% (dois porcento) salta para mais de 4% (porcento) devido a cobrança de juros sobre juros. Com um detalhe: artificiosamente, ou seja, sem o consumidor perceber, utilizando o que as classes jurídica e economica chamam de engenharia financeira.

Não é difícil concluir, que os banqueiros são os grandes responsáveis pela estagnação economica pela qual passa o Brasil no presente. São os grandes responsáveis pela desaceleração do crescimento. São os grandes responsáveis por você está prestes a ser demitido ou já perdeu seu emprego.

Os banqueiros, como sempre, viram possibilidade de ganhar mais dinheiro e cortaram o crédito, para aumentar a taxa de juros. A pergunta que não quer calar: Por quê? Se os recursos captados, na sua maior parte, pelos bancos nacionais se dão com depósitos dos correntistas brasileiros pessoas físicas e jurídicas e não com captação no exterior?

O Governo brasileiro, especialmente Presidente da República e Ministro da Fazenda estão demorando para tomar medidas para fazer frente ao conservadorismo dos banqueiros privados, para não utilizar de outros adjetivos. Porque um Governo, tendo um Banco do Brasil e uma Caixa Economica Federal não poderia deixar a economia desacelerar como aconteceu no final de 2008.

Se o Banco do Brasil tivesse mantido uma linha de crédito para fomentar a economia, “o patriotismo” falaria mais alto e os banqueiros não perderiam tempo em segurar recursos como fizeram, muito pelo contrário, continuariam emprestado dinheiro.

Mas, fazer o quê? Será letra morta o artigo 192, da Constituição Federal, que determina: “O sistema financeiro nacional, estruturado de forma a promover o desenvolvimento equilibrado do País e a servir aos interesses da coletividade, em todas as partes que o compõem, (...)" ?

Hoje só amanhã!
Silvio Cardoso

Pensamento do dia

"Idealismo é a capacidade de ver as pessoas como poderiam ser se elas não fossem como são."

Posse de Obama

A posse de Obama não é apenas a derrota dos preconceitos qeu mancharam a sociedade dos Estados Unidos, mas o TRIUNFO da esperança de superar o horror.

A saída de bush deixa os seguintes números:
Dívida pública de 11 trilhões de dólares (70% do PIB)
Dívida externa de 12 trilhões de dólares (73% do PIB)

Sem falar que o défcit orçamentário chegará a 1 trilhão, 250 bilhões de dólares em 2009.

Obama terá um longo e árduo trabalho pela frente.

Obama será o melhor presidente que os Estados Unidos já teve.

Obama representa a volta da esperança no crescimento do Brasil e do mundo.

Mais em> www.whitehouse.gov

Hoje só amanhã!

Pensamento do dia

"A justiça acompanha aqueles que amam a verdade."
Recentemente o presidente Luis Inácio Lula da Silva revelou que não lê, tampouco passa os olhos por jornais e revistas. Para ele não é necessário ler, uma vez que recebe notícias e dados verbalmente dos que estão ao seu lado. Apesar de não ter o hábito da leitura, ele dá entrevistas com muita desenvoltura.

Luis Inácio Lula da Silva orgulha-se de chegar onde chegou com seu diminuto estudo e, desta forma, comprovou que o conhecimento não e adquirido apenas nas carteiras escolares, mas sim aproveitando as experiências do cotidiano.

Luis Inácio Lula da Silva é o melhor presidente que o Brasil já teve. Dificilmente outro presidente fará tanto quanto Luis Inácio Lula da Silva!

Penso que o hábito da leitura deve ser estimulado sempre que possível e em qualquer fase da vida. Leitura de periódicos é fundamental para ficar informado acerca dos fatos ocorridos em nossa sociedade. Diariamente vasculho jornais e revistas atrás de notícias, mas não qualquer notícia, apenas as relevantes.

Para se ter uma ideia, aproximadamente 60% do que está escrito em um jornal, por exemplo, é descartável. No que podemos descartar estão, principalmente as propagandas e textos sem fundamento lógico.

Hoje só amanhã!

"Nada está totalmente errado, até um relógio parado está certo duas vezes ao dia."

Estacionar motocicletas ainda é complicado

Sem dúvida, o homem evolui em dois níveis distintos: enquanto a tecnologia avança fantasticamente, a mentalidade e os costumes seguem no ritmo das lesmas. Por isso, apesar do uso de motocicletas ter se tornado fundamental como meio de locomoção individual e prestação de serviços na vida atual, a mentalidade humana ainda privilegia os carros, que em nome do direito de locomoção individual atravancam o direito coletivo, ocupam mais espaço e congestionam tudo, causando desperdício e stress.

Mas, enfim, é a velha e vagarosa lesma. Os estacionamentos públicos e particulares acompanham o ritual da lesmice: no mesmo espaço onde cabem 30 carros, lentos e demorados para entrar, encontrar vagas, manobrar e finalmente estacionar, poderiam ser colocadas com maior agilidade 120 motocicletas. Quatro vezes mais. O resultado está na cara: as motos ocupam menos espaço e subtraem menos tempo. Logicamente, otimizam os benefícios das atividades humanas – serviços, trabalho, estudos - e os lucros, no presente caso para os donos dos estacionamentos.

Uma dica: faça um rápido exercício e crie um novo e promissor negócio, livrando-se desemprego -- um estacionamento de motos: parta de um valor simples, de R$ 0,10 por uma hora, adicione a economia de tempo, a compensação de espaço físico, o fluxo útil de usuários e compare com os automóveis. É fácil concluir qual tipo de veículo agiliza mais a atividade humana no item estacionamentos – se motos ou carros. E nem precisa levar em conta que a maioria dos carros transporta apenas uma pessoa, gasta mais energia, etc.

Voltando ao chão, estacionar a moto é um problema que atinge tanto os motociclistas, como as associações de fabricantes de motos, entidades de classe, estudiosos da legislação de trânsito e, claro, donos de estacionamentos. Só não atinge a imensa maioria dos nossos lesmóides políticos.

A falta de estacionamentos desincentiva o uso de motos. Para os motoboys, que vivem de suas motos, a situação é pior ainda . Eles precisam de locais para estacionar com agilidade e fazer suas entregas.

Só na área central da cidade há atualmente um déficit de 200 vagas de estacionamento para motos. Os bolsões atuais já estão muito deficitários.

Nas ruas centrais, que congregam muitos bancos e financeiras, o intenso vai e vem de motoboys costuma fazer com que até 10 motos fiquem enfileiradas aguardando a liberação de vagas junto ao meio-fio - o que gera verdadeiros congestionamentos de motos, atrasos nos serviços e, claro, muitas multas para sustentar as lesmas. Será que a prefeitura não enxerga isso? Os políticos só aparecem defendendo as motos na época de eleições.

Defende a abertura de mais bolsões de estacionamento seguros e práticos para motos em todos os tipos de uso - para trabalho, transporte, turismo ou lazer. A Todo mundo há de convir que a felicidade será geral!

Para quem entende de leis e circulação de veículos, estuda ou trabalha com elas, percebe que há um visível descompasso entre a realidade e sua organização.

Algumas regras de estacionamento em locais públicos são previstas no Código Brasileiro de Trânsito. E que sua não observação gera multas ou até mesmo a retenção das motos.

Está previsto que o estacionamento correto da motocicleta é em posição perpendicular ao meio-fio, com a roda traseira enconstada nele, salvo quando houver sinalização específica no local. Quem estaciona de forma irregular comete infração prevista no CBT, onde está grafado que a multa é de R$ 85,13, com perda de quatro pontos na carteira. Já estacionar sobre o passeio público, uma falta grave, prevê o recolhimento da moto e uma multa de R$ 127,69, com perda de cinco pontos.

As motocicletas são uma alternativa para desafogar o tráfego e melhorar a vida nas grandes metrópoles. Se a administração púclica não faz nada, os motociclistas abrirão seus próprios espaços para estacionar, de forma natural, de acordo com as necessidades.

O isolamento dos nichos estabelecidos para agrupar motos estacionadas nas áreas centrais da cidades não parecem ter um planejamento apropriado.

Quem sabe alguma lesma política acorda e as coisas começam a mudar.

Hoje só amanhã!
Silvio Cardoso

Cheque Borrachudo

O cheque é uma das espécies de título de crédito reconhecidas pelo ordenamento jurídico pátrio. Revela-se como uma ordem de pagamento, à vista, e, como tal, enseja a presença de três personagens: a) o sacador: aquele que emite (ou saca) o cheque; b) o sacado: é o banco ou a instituição financeira que recebe o cheque e deve providenciar o seu pagamento; c) o tomador: pessoa em cujo benefício o cheque é emitido.

Em consonância com o artigo 4º, caput da Lei 7357/85 (Lei Uniforme sobre Cheque) "o emitente deve ter fundos disponíveis em poder do sacado e estar autorizado a sobre ele emitir cheque, em virtude de contrato expresso ou tácito". Nesse mesmo sentido, em seu § 1º estabelece que a "existência de fundos disponíveis é verificada no momento da apresentação do cheque para pagamento".

Então, o que seria cheque borrachudo?

Voltemos ao cheque borrachudo, que, nada mais é que o famoso cheque sem fundos, que, por insuficiência de recursos, volta às mãos do emitente. É o que se chama de cheque-borracha.

Conhecendo o conceito, analisemos a questão apresentada. O banco pode ser responsabilizado pelo pagamento de um cheque sem fundos? Para responder a essa interrogativa, outra se impõe: o sacado (banco) somente é obrigado a providenciar o pagamento de um cheque se houver fundos suficientes na conta do sacador (correntista) ou essa responsabilidade se impõe sempre?

Essa questão já foi objeto de análise pelos tribunais pátrios. Entende-se que o banco, ao fornecer talão de cheque aos seus clientes, está prestando um serviço e, nessa condição, responde, objetivamente, pelos danos causados com a emissão de um cheque sem fundos, a terceiros.

Vale lembrar que, em consonância com o entendimento do STF, as instituições financeiras de crédito e bancárias subordinam-se às normas do CDC (Código de Defesa do Consumidor), o que lhes impõe responsabilidade objetiva pelos danos que causarem aos consumidores na prestação do serviço.

Nesse momento, uma confusão deve ser desfeita. Consumidor, numa situação como essa, não é apenas o cliente do banco (correntista), mas todas as pessoas vítimas de qualquer evento danoso, ainda que não tenham participado diretamente da relação de consumo. É o que se extrai do artigo 2º, parágrafo único do CDC, que nos traz o conceito de consumidor por equiparação, também conhecido como "baystander".

Com base nesse preceito, grande parte da doutrina consumerista afirma que o indivíduo que receber um cheque sem fundos suficientes possui legitimidade ativa para ajuizar ação de reparação contra o banco (sacado), vez que caracterizada a falha na prestação do serviço.

Para os adeptos dessa teoria, se o banco não tomou a devida cautela ao fornecer o talonário de cheques a um correntista, deve ser responsabilizado (objetivamente) por essa falha, de forma a ressarcir terceiros que tenham sido prejudicados pela inexistência de provisão de fundos para o pagamento do título.

Diante do exposto, vê-se que se trata de hipótese de responsabilidade por fato de terceiro, que, muito embora não encontre previsão no ordenamento jurídico pátrio, deveria ser considerada, como forma de resguardar a própria sociedade.

Redução na taxa básica de juros

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidiu ontem reduzir a taxa básica de juros em 1 ponto, de 13,75% ao ano para 12,75% ao ano. Trata-se do maior corte de juros promovido pelo BC desde dezembro de 2003, quando a Selic caiu de 17,5% a.a para 16,5% ao ano.

Parece palhaçada! Enquanto na Inglaterra a expectativa é por uma redução que deixe, pela primeira vez, a taxa de juros na casa de 2 pontos percentuais, aqui no Brasil o BC reduz em 1 ponto percentual.

A taxa básica de juros deve ficar, no caso do Brasil, na casa de 5% ao ano, não mais que isso.
O país precisa de crescimento econômico e uma taxa de juros baixa é começo do desenvolvimento.

O Compom reunir-se-á novamente dias 10 e 11 de março. Quem sabe até lá eles raciocinem um pouco e decidam reduzir para, pelo menos, 10% ao ano a taxa de juros.


Embriaguez de motorista deve ser provada por seguradora

Para afastar a obrigação de pagar indenização securitária, a seguradora deve comprovar, com prova material, a embriaguez do segurado no momento em que dirigia o veículo acidentado. Esse entendimento é da Sexta Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que determinou à seguradora Itaú Seguros S.A. o pagamento da apólice de um segurado para a reparação de danos materiais e moral ocasionado com o acidente automobilístico. A seguradora não comprovou a efetiva embriaguez do motorista no ato do acidente. A decisão foi unânime.

O segurado sofreu um acidente automobilístico que resultou na perda total do veículo e acionou a seguradora para receber o valor da indenização, mas teve o pedido negado. A negativa teve como fundamento o alegado estado de embriaguez do motorista, pois o boletim de ocorrência teria sugerido que o motorista “se encontrava em possível estado de embriaguez”.

Em suas argumentações, a seguradora sustentou que a indenização seria indevida, porque o agravado estava embriagado quando ocorreu o sinistro. Contudo, no entendimento do relator do recurso, desembargador Juracy Persiani, o motorista não foi submetido à prova do estado de embriaguez. O magistrado ressaltou que, como destacara o Juízo de Primeiro Grau, a única referência a uma possível embriaguez do segurado consta do Boletim de Ocorrência e, ainda assim, tal estado resultou da avaliação ótica feita pelo agente policial que atendeu a diligência e não de um exame.

A unanimidade da decisão foi conferida pelo desembargador José Ferreira Leite (1º vogal) e pela juíza substituta de Segundo Grau Clarice Claudino da Silva (2ª vogal).
Fonte: TJMT

Em consonância com o entendimento dos colegas julgadores, penso que existindo o contrato entre as partes, ele tem grande valia, ou seja, o cliente procura a seguradora, efetua o pagamento do prêmio e quando estiver em "apuros" entra em contato com sua seguradora e espera que ela cumpra o contrato. Independentemente de estar ou não alcoolizado, penso que a seguradora deve indenizar sim!

Para que você faz seguro se quando precisa dele não recebe o apoio contratado?

Parassubordinado

JustificarRessalte-se que a figura do trabalhador parassubordinado não existe em nosso ordenamento jurídico.

"A palavra subordinação é de etimologia latina e provém de sub = baixo, ordinare = ordenar. Portanto, subordinação significa submetimento, sujeição ao poder de outrem, às ordens de terceiros, uma posição de dependência. A legislação brasileira prefere o vocábulo dependência. Porém, a doutrina consagra a expressão subordinação."

Acrescida do sufixo para, a palavra parassubordinação significa além da subordinação.

"Historicamente, a discussão sobre a parassubordinação iniciou-se na Itália em 1973, a partir da Lei 533 (Código de Processo Civil). A norma processual italiana, em seu artigo 409, disciplina a competência da Justiça do Trabalho para apreciar as lides decorrentes dos contratos de colaboração, representação comercial, agência, desde que estes operem de forma continuada, coordenada e não sejam caracterizados pela subordinação. Houve, à época, uma extensão do ordenamento processual aos parassubordinados, assegurando-lhes as garantias processuais trabalhistas mínimas.

Conceitua-se o trabalho parassubordinado como 'prestações continuadas de caráter pessoal, sujeitas a coordenação espaço-temporal', são relações de trabalho de natureza contínua, nas quais os trabalhadores desenvolvem atividades que se enquadram nas necessidades organizacionais dos tomadores de seus serviços.

O trabalho parassubordinado é uma categoria intermediária entre o autônomo e o subordinado, abrangendo tipos de trabalho que não se enquadram exatamente em uma das duas modalidades tradicionais, entre as quais se situam, como a representação comercial, o trabalho dos profissionais liberais e outras atividades atípicas, nas quais o trabalho é prestado com pessoalidade, continuidade e coordenação. Seria a hipótese, se cabível, do trabalho autônomo com características assemelháveis ao trabalho subordinado.

Por meio do recurso da analogia, o trabalhador parassubordinado, no nosso ordenamento jurídico, poderia se enquadrar na figura da pessoa física que presta serviços autônomos com pessoalidade, mediante remuneração, de forma habitual, mas sem a subordinação hierárquica ou jurídica de que necessitaria para caracterizar um empregado. Trata-se de parassubordinação, pois há dependência econômica, ou seja, alguma forma de subordinação. Exemplo: freelancer.

O amplo setor da parassubordinação engloba relações de trabalho que, embora se desenvolvam com independência e sem a direção do destinatário dos serviços, se inserem na organização deste.

Com o reconhecimento da existência dessa classe de relações jurídicas, a doutrina italiana procura deixar claro que: a) o trabalho parassubordinado possui algumas semelhanças com o trabalho subordinado, mas com ele não se confunde; b) a parassubordinação vai além do conceito tradicional de trabalho autônomo (aquele em que o trabalhador assume a obrigação de produzir um determinado resultado).

É distinta a situação em que o trabalhador assume a obrigação de atingir uma série de resultados consecutivos, coordenados entre si e relacionados a interesses mais amplos do contratante, interesses que não estão limitados aos que derivam de cada prestação individualmente considerada.

Pode-se afirmar, assim, que para o conceito de trabalho parassubordinado assume relevância a idéia de coordenação, no sentido de uma peculiar modalidade de organização da prestação dos serviços.

Genericamente, o trabalho continua a ser prestado com autonomia, mas a sua organização é vinculada à atribuição de algum tipo de poder de controle e de coordenação a cargo do tomador dos serviços."